A Cizânia - olhem à sua volta. O Brasil vive um inicio de grande desarmonia. Não percebem ainda os agentes econômicos, ou as pessoas, estas menos ainda. Há alguns mais espertos - tipo os banqueiros - que já em passado recente, deixaram de emprestar dinheiro ao mercado, deixaram essa função para os bancos estatais. O BC veio a público e disse que a inadimplência do cidadão, e das empresas, bateu todos os recordes. O que isso mostra a você? Não estou falando da crise de agora, causadora desta marolinha de cheques sem fundos e cartões não pagos. Se você ler a Revista Veja deste final de semana, e estiver vindo de uma viagem de alguns meses fora do Brasil, vai notar que o Brasil mudou muito em apenas 6 meses. Há uma desarmonia entre os poderes da república, grave, causada pela corrupção e pela tolerância a ela pela população, acostumada a ela, e conivente. O congresso nacional não é uma piada, é uma tragédia. O poder executivo é uma piada, de mau gosto. Os poderes da república estão metendo os pés pelas mãos há muitos e muitos anos. O povo brasileiro começa a perceber que se vota para se eleger personalidades que se juntam á nomenklatura nacional, a qual se apropriou da verdadeira riqueza nacional. Para manter esse estado de coisas o poder executivo promove aumentos salariais a seus funcionários, que, por causa da vantagem, votam nas pessoas que prometem manter esse status. O brasileiro comum, assim, é levado aos estudos para poder concorrer por um emprego público, não para vencer na vida, ou contribuir para a evolução do Brasil, é apenas para ter um emprego vitalício, e manter a sua estabilidade. É um ato egoísta, burro, e com conseqüências trágicas para os futuros brasileiros. Enquanto isso os funcionários das empresas estatais se apropriam do petróleo, dos minérios, das matas, e de todos os recursos naturais que a terra tem a oferecer. Para isso constroem a tal “bolsa família” o que garante o voto dos ignorantes, condição que eles fazem questão em manter o povo brasileiro. É vergonhoso. Mas essa situação, como toda situação, com a evolução dos fatos tende a acabar. No momento o povo brasileiro está dando a maior sorte. Dizem por ai ( a nomenklatura diz) que essa crise acaba em 2010. Seria no trimestre passado, segundo eles, mas adiaram para 2010. No entanto a crise está pegando (a nomenklatura). Imagine que o ministro do planejamento, homem em contato com a realidade deles, planeja como manter a situação andando normalmente para eles, sugeriu que se adie o novo aumento do funcionalismo para depois das eleições. O acordo feito para aumento antes das eleições, nossos ministros, e presidente, fantoches da nomenklatura, não têm coragem para cancelar. O ministro se mostra assustado. Perderam-se nesse semestre cerca de 65 bilhões de reais em arrecadação real, fora as desonerações, cerca de mais 25 bilhões, apesar de que o governo alardeia 110 bilhões nesse tópico. Caso a crise persista, e ninguém aventa essa possibilidade, ou mesmo o mercado não consiga retomar os patamares anteriores (nunca nenhuma crise, na historia do mundo, acabou em apenas 6 meses ou um ano. As mais brandas levaram ano e meio, essa em que estamos metidos derrubou todas as economias, inclusive a nossa em 40% no mínimo, irá durar pelo menos 5 anos se pouco) em 18 meses a situação do governo para o próximo ano estará se deteriorando fortemente. Podem esperar que logo mais ai na frente, tipo final de julho, o mercado não estará retomando suas atividades nos níveis alardeados pelo governo, e ele estará tentando promover corte nas despesas públicas. Mais uma piada que uma realidade econômica na verdade. Como sempre vai ficar o dito pelo não dito. Voltando ao ministro, ele esta vendo a casa caindo, ainda no começo. O terremoto que está movendo os alicerces do último grande partido a tomar o governo depois de a democracia brasileira estar estabelecida, já vai corroendo suas fundações. Será que o ministro está olhando apenas para a falta de dinheiro, ou também para as suas consequencias? O Brasil este ano de 2009 já viu dois meses de déficit em conta corrente, (segundo a contabilidade deles) em verdade todos os meses têm déficits em conta corrente, só que eliminamos os juros pagos da conta, e assim ficamos mais tranqüilos. (jogamos a conta para nossos filhos e netos pagarem) Assim que esse fato se tornar novamente uma tendência, (eu digo que não passará de janeiro de 2010 para que isso já seja a realidade brasileira novamente, lembram da década dos anos 80?) voltaremos ao passado. Todo o trabalho f eito contra a inflação estará de volta. Nadamos mas iremos morrer na praia. O Brasil realmente chegou perto de ter taxa de juros civilizados. Mas só mesmo o agravamento da crise para promover o restante dessa mudança tão necessária. A queda das taxas de juros a patamares civilizados implicaria numa mudança radical entre as relações dos agentes econômicos. No Brasil isso ainda não é possível, nem mesmo em fase embrionária está essa questão. Não passa pela cabeça do brasileiro ver bancos cobrando taxas de 12% ao ano para emprestar dinheiro. Essa é a outra parte da nomenklatura nacional que manda nas regras do jogo do mercado. Mas o Brasil se viu obrigado pela crise mundial, a baixar as taxas de juros e promover uma contração gigantesca na distribuição de renda aos rentistas, a classe media. Ou melhor, a classe dos patos, os pagantes da conta. Isso anda não acabou. Mas não se promove essa contração por razões de melhorias econômicas, mas porque se não se fizesse isso, o parque industrial brasileiro poderia desaparecer em poucos meses. É necessário manter o dólar em alta para promover um resquício de possibilidade das empresas, aqui instaladas, venderem seus produtos lá fora, assim baixam-se os juros. Vem o governo vender o fato como a entrada nos padrões econômicos de primeiro mundo. Ah, se isso fosse verdade. Estão sendo obrigados pela crise, isso sim. Em breve futuro o governo deixará de pagar uma parte importante de juros ao mercado, porém essa economia está sendo corroída pelos gastos. Não pelo investimento em melhorias de infraestrutura para o povo, o mercado, mas pelos gastos com salários. Essa conta não cessará no futuro. Último dado recente de receita: queda de 0,81% (uma mentira). Ultimo dado de gastos, aumento de 18% em maio (outra mentira) a queda na receita foi muito maior e os gastos também foram maiores e será ainda maior mês que vem e no outro, e assim por diante. Enquanto isso, apesar da tentativa de não publicação na mídia a república está passando por sua primeira depuração no congresso. Ali as coisas se mostram como são na realidade, uma verdadeira cizânia, e uma verdadeira vergonha nacional. Povo, é o congresso nacional, seus representantes, e os funcionários que eles colocaram lá, que estão roubando, literalmente, o caixa da republica. Se fosse você já estaria preso. Eles? Estão acima da lei, são a lei. Essa roda gira e toda a mídia está otimista. Quisera ver o povo brasileiro ser tão bravo, e corajoso, como o povo iraniano. Esta joça já estaria abaixo. Essa roda gira e a realidade é que move a manivela. Realmente a situação só tende a se agravar. Viva a crise.
Escrito por Nathal às 08h47
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