Nathal & Candlesticks


Alguém explica?

O que se viu ontem na Bovespa foi algo muito ruim para o Brasil. Na verdade a verdade começa a aparecer. Houve, durante os meses em que o mundo estava em crise, uma propaganda maciça, e fortemente comprometedora para a imagem que se faz do Brasil, pelo seu povo, e pela população dos países estrangeiros.

Segundo nosso líder depois da marolinha somos a bola da vez e não queremos criar bolhas.

 É o que se viu foi o estouro da bolha já inteiramente criada, nos seus 25 anos, no vigor da juventude. Explodiu e vai mostrar o que realmente é o Brasil de agora.

Não fosse a gastança que o governo promove, inconseqüente para o crescimento econômico, e de consequencias trágicas num futuro breve, o Brasil realmente estaria muito pior agora do que estaria. Mas a nossa bonança é apenas um paliativo temporário.

Nossa indústria padece de uma doença que não se vê cura em médio prazo. A valorização do real. Não que essa valorização aconteça porque o Brasil é forte, como querem nos fazer crer. A valorização das moedas é um processo global, acontece com 100% das moedas no mundo em relação ao dólar, ou que não estejam atreladas 100% ao dólar, como a moeda chinesa por exemplo.

O BC brasileiro divulga dado de que a capacidade da indústria está em 79,9%, uma taxa que mostra que o crescimento econômico, a despeito da propaganda do governo, não está acontecendo. No entanto, a notícia tem um porém, diz que apesar da taxa ser horrível, ainda assim é maior do que... janeiro de 2009. Que ótimo não é?

A indústria brasileira esta em palpos de aranha. Poucos são os que nos dizem isso, e quem diz, está pedindo dinheiro e mudanças ao governo. Esse só tem olhos para a propaganda enganosa. Dinheiro tem para a copa de futebol e a olimpíada. Esperem e verão o fracasso dessas iniciativas também.

O povo brasileiro vai vendo o resultado do pré-sal. o BC acaba de dizer que o produto básico para a dona de casa cozinhar, o gás, vai aumentar 11,2% ao invés dos 6,9% programados. É, estão tentando fazer o povo pagar a conta da exploração do petróleo, que é nosso, evidentemente.

Como a nossa indústria é que faz a Bovespa, e seus resultados são horríveis para se dizer o mínimo, vide o resultado da Vale, a queda destes dois dias até que foi pouca.

Essa nossa crise pode até ser uma marolinha, já que é percebida pela megalomania de nossos governantes, que aumentam o que é bom, e diminuem o que é ruim.

 



Escrito por Nathal às 09h58
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Alguém explica?

O que se viu ontem na Bovespa foi algo muito ruim para o Brasil. Na verdade a verdade começa a aparecer. Houve, durante os meses em que o mundo estava em crise, uma propaganda maciça, e fortemente comprometedora para a imagem que se faz do Brasil, pelo seu povo, e pela população dos países estrangeiros.

Segundo nosso líder depois da marolinha somos a bola da vez e não queremos criar bolhas.

 É o que se viu foi o estouro da bolha já inteiramente criada, nos seus 25 anos, no vigor da juventude. Explodiu e vai mostrar o que realmente é o Brasil de agora.

Não fosse a gastança que o governo promove, inconseqüente para o crescimento econômico, e de consequencias trágicas num futuro breve, o Brasil realmente estaria muito pior agora do que estaria. Mas a nossa bonança é apenas um paliativo temporário.

Nossa indústria padece de uma doença que não se vê cura em médio prazo. A valorização do real. Não que essa valorização aconteça porque o Brasil é forte, como querem nos fazer crer. A valorização das moedas é um processo global, acontece com 100% das moedas no mundo em relação ao dólar, ou que não estejam atreladas 100% ao dólar, como a moeda chinesa por exemplo.

O BC brasileiro divulga dado de que a capacidade da indústria está em 79,9%, uma taxa que mostra que o crescimento econômico, a despeito da propaganda do governo, não está acontecendo. No entanto, a notícia tem um porém, diz que apesar da taxa ser horrível, ainda assim é maior do que... janeiro de 2009. Que ótimo não é?

A indústria brasileira esta em palpos de aranha. Poucos são os que nos dizem isso, e quem diz, está pedindo dinheiro e mudanças ao governo. Esse só tem olhos para a propaganda enganosa. Dinheiro tem para a copa de futebol e a olimpíada. Esperem e verão o fracasso dessas iniciativas também.

O povo brasileiro vai vendo o resultado do pré-sal. o BC acaba de dizer que o produto básico para a dona de casa cozinhar, o gás, vai aumentar 11,2% ao invés dos 6,9% programados. É, estão tentando fazer o povo pagar a conta da exploração do petróleo, que é nosso, evidentemente.

Como a nossa indústria é que faz a Bovespa, e seus resultados são horríveis para se dizer o mínimo, vide o resultado da Vale, a queda destes dois dias até que foi pouca.

Essa nossa crise pode até ser uma marolinha, já que é percebida pela megalomania de nossos governantes, que aumentam o que é bom, e diminuem o que é ruim.

 



Escrito por Nathal às 09h58
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Notícias comentadas.

A cabeça que tem os chifres.

MÉDIA DIÁRIA DE ENTRADAS DE DÓLAR EM OPERAÇÕES FINANCEIRAS CAI 73% APÓS IOF.

 

Depois de tal notícia aparecer no mercado nosso líder supremo veio com a seguinte explicação: “O Brasil é visto como a bola da vez e o governo não quer admitir especulação”

Feita a “cagada” (desculpem) o cheiro começa a bater na Bovespa. Dois dias de queda, sem precedentes para esse ano, mostram que as reclamações do presidente da Bovespa procedem.

Diz o dono da cabeça  onde foram colocados os chifres:  “A decisão do governo sobre o IOF já afeta os volumes na Bovespa. Estamos perdendo muitas operações”.

Sabe como é;  petista não governa, apenas põe a mão na grana. Se ela começar a faltar, vai ser o caos, assim, entre hoje e segunda-feira, o tal IOF vai cair. Aposto o que quiser que o Lulla virá com uma desculpa esfarrapada deixando o dito pelo maldito e vai acabar com a tal taxação depressinha.

 Na Bovespa todo mundo P da vida com o governo. Isso tira votos, mesmo que sejam dos ricos. Vai que eles resolvem não patrocinar mais a festa petista. A medida acaba antes do final da semana que vem.

No mais a Bovespa experimenta outra queda de mais de 3%. A Vale que  ontem caiu 4% hoje cai até agora 4,75%.

 É a lição dada pelos bancos estrangeiros que patrocinam a farra petista.

Não vem não cornudo, tá pensando o que?

De leve.

 



Escrito por Nathal às 14h26
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A volta dos que não foram.

Não que eu defenda qualquer tipo de socialismo. Mas na época de FHC, temos de convir que ele debelou a inflação, acabou com o tal de overnight, botou a economia nos eixos.

O nosso guia tomando posse achou que devia seguir seus passos e, pasmem, fez isso mesmo no inicio de seu governo.

 Ai meteu a mão pelos pés, e o que vemos agora?

Os bancos fizeram o crédito subir 1,5% em setembro, mas também preferiram aplicar o maior volume de dinheiro em seu poder em títulos públicos de curto prazo. O tal de overnight. Essas operações estão na cifra de R$ 495 bilhões por dia.

Como é que isso está acontecendo e por quê? Bem, a razão é simples. O BC está precisando comprar todos os dólares que estão entrando no Brasil. Conseqüência de sua própria armadilha, mantendo juros altos aumenta a liquidez em moeda estrangeira. O BC compra dólares maciçamente no mercado, e com isso também aumenta a liquidez de reais na economia, e por suposto a dívida interna, que já bate neste mês a cifra de R$ 1, 815 trilhões.

Os bancos, lógico, em vez de emprestar ao setor produtivo, preferem emprestar ao próprio governo seu próprio dinheiro, operação sem risco, e muito mais rentável do que comprar papagaio de quem provavelmente não pagará a dívida.

É claro que o governo não coloca na soma da dívida pública o que chama de “operações compromissadas”, isto é o recolhimento do dinheiro para enxugar a liquidez do mercado por um dia, com taxas de 8,75% ao ano.

Mas isso está com os dias contados. O mundo volta a comprar dólares. Até quando não se sabe.

O fato é que estamos na mesma situação de quando a inflação imperava no Brasil. O estranho é que todo mundo diz que ela simplesmente não existe mais.

Será que conseguimos ir adiante em algum momento no Brasil?

 



Escrito por Nathal às 09h23
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Lembram do Blá, Blá ai de baixo?

Pois é, o maior grupo siderúrgico do mundo, Arcelormittal, acaba de divulgar seus resultados. O lucro ano passado foi de $ 3,82 bilhões de euros, ou $ 2,79 euros por ação. Esse ano a quantia caiu para $ 903 milhões, ou $0,60 por ação. Queda de 76% e nem acabou o ano.

E o que é que vocês acham que está acontecendo com as siderúrgicas nacionais? Coisa muito melhor, não é? Ah Ah Ah.

Não sei como é que o povo pode acreditar em tamanha mentira colocada na mídia todo o santo dia. Mas é como diz o ditado, a mentira tem perna curta. Essa ai então, nem perna tem.

 O fato está derrubando bolsas no mundo todo. A Vale ontem despencou 4%, depois de uma subida de mais de 100% no ano. Acha que vai acontecer o que? Irá cair mais 30% na certa. Afinal ela é fornecedora do minério para as siderúrgicas que carregam um poder de produção 100% maior do que a demanda atual.

Já pensou se, o que vimos ontem a Inglaterra mostrar em seus números econômicos, isto é, não conseguiu sair da recessão, e está vendo sua economia voltar a afundar, começar a acontecer em outros países no mundo?

O que aconteceria com o preço das commodities? O FED, imprimindo dinheiro, levantou o preço desses produtos sem que haja demanda. Ora, se não há demanda, a tal lei da oferta e procura, não sendo revogada, vai derrubar os preços.

 Nas bolsas, se as empresas não dão lucro ninguém as quer. Acha que no Brasil esse fato da vida irá acontecer diferentemente?

Acham que eu insisto demais no meu pessimismo? Não vejo pessimismo em entender a realidade.

 Vivemos uma mentira deslavada, um conto de vigaristas da maior estirpe.

Disse e repito. Vai acabar mal.



Escrito por Nathal às 08h14
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Blá, Blá, Blá.

O pau vai começar a comer na política brasileira.

Olhem o Blá do empresário Gerdau.

Defendendo o governo federal ele atacou os governadores porque estes, segundo Gerdau, não querem a reforma tributária. Diz ele que isso deve ser encarado como uma guerra política.

Chora a valorização do real e mete o cacete no Brasil, onde a confusão tributaria, e outras, imperam. Lá pelas tantas diz que suas empresas no Brasil têm 200 funcionários para cuidar do setor tributário, enquanto que a empresa do Canadá não precisa de nenhum funcionário, já que meio funcionário, o total citado por ele, não existe.

Afirma que no Brasil as coisas não mudaram desde os anos 80 do século passado. NOVIDADE.

Ele diz que o que pedem não são privilégios, mas isonomia competitiva. Acho melhor ele sentar, porque senão vai cansar.

Ai ele disfarçadamente mostra a verdade indiscutível com suas palavras.

“No caso da siderurgia, o setor conta com o desafio de lidar com o excesso de oferta de aço no mercado externo". Segundo ele a demanda externa é de 600 milhões de toneladas e a capacidade de produção excede essa demanda em 600 milhões de toneladas. No Brasil a capacidade também é o dobro da demanda.

 Se isso não é passo maior que a perna, não sei o que é. Mas podem se preparar para a queda iminente das ações desse setor em bolsas do mundo todo. Ou isso, ou dobramos o crescimento imediatamente. Já imaginou como vai ser a competição para as empresas brasileiras? Não é à toa que ele está lá chorando. Blá, Blá, Blá.

Eles já perceberam a armadilha em que estão metidos. Diz A FIESP que ao final do ano haverá o desequilíbrio financeiro na indústria de exportação.

 A verdade, no entanto é que esse desequilíbrio está ai desde o inicio do ano passado, e agora as empresas entrarão no vermelho, já que suas reservas acabaram.

 Não é de dar dó? Estão pedindo, de chapéu na mão, mas com o tom de uma guerra nas palavras. Vão ter o que merecem.

Bem feito.



Escrito por Nathal às 15h10
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A propaganda não consegue mais convencer.

O BC vem a público e diz:

“Inadimplência de pessoa jurídica dá sinais de recuperação”.

Ontem saiu a notícia de que os pedidos de falências e concordatas bateram recordes dos últimos oito anos. Alta de 82,6% nos pedidos de concordatas.

 O próprio BC soltou dados de que a inadimplência das empresas é a mais alta desde 2001. E o cara vem falar que estamos em recuperação? Só se for da cabeça dele, porque lá fora nas ruas a situação é preta.

Mas o Brasil não perde por esperar com essa propaganda enganosa. Os juros americanos começaram a sua subida inexorável rumo aos 5% ao ano. Acima disso, o dinheiro que sobra no mundo, não virá mais para cá nem para nenhum outro Bric.

Ai eu quero ver como vai ser a propaganda.



Escrito por Nathal às 13h17
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É, deu no jornal

Real forte já faz indústria deixar o país

Concorrência de produtos importados, especialmente da China, leva à desindustrialização em setores como o de máquinas

Indústria cobra revisão total do sistema tributário e aponta problemas como gargalos em infraestrutura, juros altos e falta de crédito

PEDRO SOARES
DA SUCURSAL DO RIO
PAULO DE ARAUJO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Mais do que prejudicar a competitividade de muitos setores no comércio exterior, o câmbio já detonou um processo de desindustrialização no país, e um dos ramos mais afetados é o de máquinas e equipamentos, essencial para promover o investimento produtivo.
Outros segmentos também se ressentem da queda do dólar, como o de calçados, o de vestuário, o têxtil, o eletroeletrônico e o automobilístico. Eles veem suas exportações caírem e sofrem com a invasão de importados -cuja origem quase sempre é a China, que controla sua moeda para impulsionar exportações.


Exemplos não faltam de indústrias que deixaram o país e passaram a ser meros distribuidores de produto importado de suas matrizes, diz José Velloso, vice-presidente da Abimaq (que reúne os fabricantes de máquinas e equipamentos).


Cita a norte-americana Cameron, que fechou uma fábrica de equipamentos para produção de petróleo neste ano no interior de São Paulo, menos de três anos após sua abertura. A firma tinha mil empregados. Agora, conta com apenas 20.


"Esse é só um caso. Para muitas empresas, vale mais a pena se tornar representante da matriz e vender máquinas importadas", afirma.
Humberto Barbato, presidente da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), considera que há o risco cada vez maior de o setor "deixar de importar componentes para trazer de fora produtos acabados". Já não vale a pena, diz, produzir liquidificadores e ferros elétricos no país.
O diretor de Comércio Exterior da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca, afirma que os setores mais intensivos em trabalho e tecnologia são justamente os mais suscetíveis à competição externa. "Daí o perigo dessa desindustrialização."


Com o mercado interno aquecido, a indústria automotiva não corre risco de desindustrialização, mas é crescente a presença de carros importados no país. Enquanto as vendas de veículos nacionais cresceram 13,5% em setembro ante o mesmo mês do ano passado, os emplacamentos de importados deram salto de 23,6%.


A alta do real deve se intensificar, apesar da taxação do capital estrangeiro, afirmam executivos dos diversos setores. "A medida é necessária, mas é só um paliativo", diz José Augusto de Castro, vice-presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil).


Para Heitor Klein, diretor da Abicalçados, "já se comprovou que a medida não teve nenhum impacto no câmbio".


Os setores citam a revisão total do sistema tributário, que pune o investimento, "exporta" imposto e onera excessivamente empresas intensivas em mão de obra. Listam ainda gargalos em infraestrutura, juros altos e falta de crédito.


Todos apontam também a necessidade de o país ser mais duro nas negociações com a China e impedir a invasão indiscriminada de produtos.
Fernando Pimentel, da Abit (indústria têxtil e de vestuário), diz que o Brasil é um grande mercado cobiçado pela China, especialmente agora em tempos de recessão nos países centrais, o que propicia a concorrência desleal dos chineses.

Perdas


Segundo dados do setor, as exportações de máquinas caíram 33% até setembro. As de calçados recuaram 30%. No caso de têxteis e vestuário, o tombo foi de 25%. No setor de eletroeletrônicos, a previsão é de uma queda de 25% neste ano.


A virada do câmbio fez, por exemplo, a alemã ThyssenKrupp importar da China todos os equipamentos de sua siderúrgica em construção no Rio. Tudo já estava cotado e pré-acordado com indústrias brasileiras até que o dólar começou a cair com força e a empresa mudou seus planos, diz Velloso.


Para enfrentar tal realidade, o economista do BNDES Fernando Puga afirma que o banco estatal lançou linhas especiais de crédito para setores mais afetados e com empresas de porte menor.



Escrito por Nathal às 07h05
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